Ingredientes:

• 200 g farinha de espelta

• 100 g farinha de amêndoas

• 80 g manteiga derretida

• 8 colheres de sopa (bem cheia) de açúcar mascavo

• 10 g “mistura Hilde”

• 2 ovos

• Uma pitada de sal

• Água, se a massa ficar muito seca

Opcional: Caso queira usar somente Espelta, use 300 gramas e não coloque a farinha de amêndoas.

Se ainda não tiver Espelta, use farinha de trigo e pode acrescentar a farinha de aveia a gosto.

 

Modo de preparo:

1. Em recipiente amplo, misture a farinha de espelta com a manteiga derretida, o açúcar, a farinha de amêndoas, os ovos, a pitada de sal e a “Mistura Hilde” (canela, noz-moscada, cravo).

2. Misture tudo até obter uma massa homogênea. Se necessário, adicione um pouco de água para ajustar a textura.

3. Leve à geladeira por cerca de 30 minutos.

4. Após esse tempo, faça pequenas bolinhas com a massa, e depois achate-as com a palma da mão, até tornarem-se pequenos disquinhos em formato de biscoito.

5. Asse por 15 a 20 minutos em forno pré-aquecido a 160–180°C.

6. Retire do forno, deixe esfriar e conserve em local fresco.

 

Recomendações de consumo segundo Hildegarda:

• Adultos: consumir de 3 a 5 biscoitos por dia.

• Crianças: não mais que 3 por dia.

• Menores de 3 anos: apenas 1 a 2 biscoitos diários.

 

Contexto histórico e simbólico:

Hildegarda descrevia esses biscoitos como um remédio para a alma: segundo ela, eles “expulsam toda amargura do coração e da mente, abrem teu coração e os sentidos, tornam teu espírito alegre, purificam os órgãos sensoriais, diminuem os humores nocivos, enriquecem o sangue e te tornam forte e feliz.” (tradução livre).

Ou seja, essas bolachinhas não seriam apenas um agrado, mas uma espécie de terapia culinária medieval para promover equilíbrio físico e emocional.